Era uma pessoa andando de bicicleta.
O assassino dirigia sua arma com pressa.
Matou e alegou que não viu.
Era um filho seu atravessando a rua.
A assassina dirigia sua arma distraída.
Culpou a vítima e ganhou a causa na justiça.
Era pobre: no lugar errado, na hora errada.
O assassino não bebeu, mas, ainda assim, dirigia armado e com pressa.
Matou e no mês seguinte comprou um automóvel mais rápido.
Era um ser humano como outro qualquer.
Por não gostar de quem gosta de automóvel
Foi morto e esquartejado em pleno meio fio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário