Vi como o seu corpo trepidava tímido diantes das minhas batidas com guitarra.
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Eu era o Paul McCartney atravessando a rua descalço na capa do Abbey Road.
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Fui eu quem apagou a luz naquela noite em que você trepava consigo mesma num banheiro de hotel na rua Amaral Gurgel.
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Pode rir, mas o Roberto Piva plagiou todos os meus poemas.
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O mau desse lugar é que ninguém mais acredita no que os bêbados falam. Quero te comer porque te desejo, ok?
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Troco o meu status por esse piercing de pérola que você pendura no seu nariz.
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Nada de estranho em ser uma tatuagem que salta de ombro em braço e de braço em ombro descendo pela rua Augusta.
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Sei que o vermelho desbotou e borrou a sua pele.
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Mas não venha choramingar que vai ser difícil permanecer mais dezessete anos da sua vida sem ver a luz do sol, eu te conheço.
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Conheço como ninguém esses ossinhos salientes que marcam os cantos do seu rosto.
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Meu beijo já teve sabor de marlboro hard e por incrível que pareça eu também já dormi engarrafado num casco de vidro marrom de uma cerveja skol.
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Eu estava lá da primeira vez que os seus olhinhos azuis se abriram para a miséria deslumbrante do underground.
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Antes dos quatorze eu era um anjo. Existe limite para o tombo?
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Ainda dessa vez, começar outra vida.
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Me apaixono por toda garota que senta no bar pra beber cerveja sozinha.
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Quase nos trinta e foda-se.
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Glória, glória.
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Será que um dia existirá um paulistano do lado de dentro da burca?
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Mais comunicação e menos fingimento.
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Impressionar para mim não basta: Assombrar! Assombrar!
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Hoje é dia trinta e seis. Roadhouse Blues no karaokê. Action ladies.
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Me dá o contato dessa boca na Liberdade.
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Já fiz uns bicos de ator antes de ser famoso.
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I need your love. Not games.
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E não adianta porque eu vou tombar e atear fogo em todos os automóveis que se meterem a besta de querer estacionar nessa vaga.
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Meu cabelo é assim mesmo, por quê?
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Do pescoço pra baixo é válido.
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Só aceito oferendas de conhaque.
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Prefiro a calça jeans.
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O nome dela é Miss Lexotan 6 Mg.
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Camelos ou formigas?
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O plano é juntar capital suficiente para abrir um bordel.
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O lado impoderável que existe em toda mulher.
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Gosto das jóias que elas fincam no corpo.
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Não me pergunta porque eu não estou cheirando bem hoje. Mais pó.
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Atear fogo em uma viatura de polícia por dia.
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Meus antecedentes são mais que criminais.
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A trilha sonora não acompanha este volume em livro.
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Corroer a realidade com ácido e depois sorvê-la aos golinhos, como se fosse cerveja.
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Mas as pessoas passam tão perto.
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As garotas são o meu infinito.
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O chegar até o primeiro passo é que é o meu problema.
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A vida não escapa com vida da rua Augusta.
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Eu sou de outro jeito, mas é só por fora.
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Me sedaram com tanto oxigênio.
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O cabelo cresceu e enrolou.
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Você não escuta o que eu escrevo.
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Álcool é fichinha.
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Assim toda de preto eu quero.
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Fumar faz mal, mas ser imbecil mata.
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Acordei porque você existe e eu existo só para você.
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Eu lambo mas não basta.
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Eu chupo e ainda por cima te amo.
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Você foi embora mas seu cheiro fica pra sempre em mim.
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Não aguento esperar. Muito menos até amanhã.
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Esquece. Não pensa mais.
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Quero uma franja dessas assim pra mim.
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Será que eu posso?
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O meu plano é observar cada mulher que existe.
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Das características todas que tenho visto, as que eu ainda prefiro são os seios volumosos e bem desenhados e o rostinho de bebê.
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Mistérios que a alma esconde: tua feição esquiva os revelam.
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Ela me faz fazer o que eu já queria.
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Quero a fase da descoberta, os primeiros três meses. O resto eu não suporto.
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Sexo é o de menos.
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Os lagartos me ensinaram o jeito de percorrer com as mãos o seu corpo.
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Fazer amor é eletricidade.
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O triste é que a idade da cabeça e a idade do corpo são inversamente proporcionais.
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Franjas contam pontos a favor.
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A cintura é a medida do universo.
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Eu alugo um continente. Se for para morar com você.
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Eu me apaixono e dura três segundos.
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Elas vão me ler e eu vou ser um brocha.
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Procuro alguém na distância entre o-que-é-que-eu-sou e o-que-ela-quer-que-eu-seja,
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Somos poetas demais. Vamos morrer sozinhos.