quinta-feira, janeiro 27, 2005

4 - Poesia a toda velocidade

Poesia a toda velocidade
De olhos fechados pela contramão
Sinal vermelho, motor potente
Ditando estrofes pelo celular
Completamente chapada e bêbada
Procurando uma velhinha pra atropelar
Subir na calçada e estraçalhar tudo
Carrinho de bebê voando pelos ares
Muito sangue e marcas de pneu no asfalto.

Que juventude mais irresponsável
Vê se pode, seu Gumercindo,
Eles passam a noite inteira nessas tal de balada aí
Só fumando droga e enchendo a cara
E depois querem voltar pra casa dirigindo
Só podia dar nisso mesmo
Esse mundo está perdido.

A mina deu PT no carrinho novo do papai.

Nenhum comentário: